Sáb, 16/05/09 | MARTA HUGON “STORY TELLER” featuring André Fernandes

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Marta Hugon (voz) | André Fernandes (guitarra) | Filipe Melo (piano)

Bernardo Moreira (contrabaixo) | Bruno Pedroso (bateria)

Com o seu segundo disco – “Story Teller” – Marta Hugon assegura uma carreira cada vez mais sólida no panorama musical e jazzístico português, reafirmando o seu gosto pelas canções e conquistando o público e a crítica, que salienta a maturidade da voz, da interpretação, bem como a originalidade na escolha do repertório.

Marta Hugon é um caso raro, não só devido ao talento e à maturidade que demonstra quando canta, mas também por conseguir conciliar algo extremamente difícil – a aceitação dos músicos e o carinho do público.

Feito de canções diversas e imprevisíveis, dos standards ao pop-rock, o universo deste Story Teller não é fácil de catalogar, combinando de forma inesperada a clareza das canções e a sofisticação da linguagem jazzística.

Outro factor importante para o sucesso deste projecto é a unidade dos músicos que acompanham Marta Hugon: o pianista Filipe Melo, o contrabaixista Bernardo Moreira e, neste caso, o baterista Bruno Pedroso. Neste quarteto podemos encontrar o rigor que é apenas possível num grupo que toca e respira em uníssono, e que neste concerto será enriquecido pela voz original do aclamado guitarrista André Fernandes, o músico de jazz português que mais se tem destacado nos últimos tempos.

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O QUE DIZEM OS MÚSICOS

Este novo disco da Marta Hugon é maravilhoso (…) Mais ainda: é uma escolha invulgar de canções, todas elas inspiradas e muito bem orquestradas por Filipe Melo. Para tudo isto, muito contribuem a clareza das palavras a que Marta Hugon, com extrema intensidade, deu vida, e as interpretações musicais onde se sente – à distância – o enorme prazer de cantar e tocar em grupo (…) E é a fazer música assim que se cantam histórias.
Bernardo Sassetti, 2008, sobre “Story Teller”

Uma belíssima voz e três excelentes músicos, com um repertório que não pretende ficar refém dos clássicos- mas sem os querer evitar – com arranjos inspirados e muito bem tocados, criam imediatamente uma relação cúmplice com o ouvinte. Partilham a música entre eles e partilham-na connosco.
Mário Laginha, 2008, sobre “Story Teller”

O QUE DIZEM OS CRÍTICOS

No plano puramente musical, é preciso dizer-se que Marta Hugon, apesar da sua voz jovem, nos soa hoje com uma assinalável maturidade, dominando e graduando com inteiro à-vontade os vários mecanismos vocais em função das peças cantadas, assim lhes conferindo uma forte personalidade. (…) valorizando a capacidade de afinação, a clareza da dicção e da articulação e os cambiantes tímbricos da sua voz, assim melhor sublinhando a expressividade de cada interpretação (…) um álbum que naturalmente passará a impor-se no panorama actual do jazz cantado português…
Manuel Jorge Veloso, 2008, sobre “Story Teller”

Uma cantora cheia de talento que é uma revelação para os nossos ouvidos (…) a audição desta obra confirma uma frescura e segurança não muito usual em cantoras tão jovens (…) tem imaginação melódica e swing impecáveis.
Raul Vaz Bernando in “Expresso”, sobre “Story Teller”

(…) este é um CD que se ouve com imenso prazer. Marta Hugon é, sem dúvida uma das cantoras mais convincentes que em Portugal nasceram, senhora de uma tessitura vocal que alia sensualidade e destreza, embora sem espaventos técnicos (…) Os arranjos de Filipe Melo são de muito bom gosto (…) Fica muito claro que existe aqui um conceito e capacidade prática para o substancializar, o que não podemos dizer de toda a produção discográfica protagonizada pela palavra. Nos dois temas em que André Fernandes participa, adiciona-se a inteligência à sensibilidade. O guitarrista não pára de nos surpreender pela positiva (…)
Alberto Mourão in “Jazz.pt”, sobre “Story Teller”

Com este seu segundo disco, Marta Hugon impõe-se como uma das mais interessantes vozes na arte de cantar jazz (…) A inventividade rítmica que caracteriza os primeiros trinta segundos de “Good morning heartache” deixam desde logo poucas dúvidas quanto ao nível instrumental deste que é afinal um álbum vocal (…) a vocalista impressiona pela prudência com que faz uso dos seus variados recursos vocais – a capacidade de afinação é, de facto, o mais forte de todos eles -, mantendo-se à parte da atitude histriónica tão habitual por entre as mais afamadas vocalistas do momento.
Paulo Barbosa in “Ípsilon” (suplemento cultural do jornal “Público”), sobre “Story Teller”

Servida por cuidados arranjos, da autoria do pianista, executados com o requinte a que estes executantes nos vêm habituando, a vocalista esteve inspirada, impecavelmente afinada e de voz simultaneamente cheia e aveludada numa série de “standards” do cancioneiro norte-americano (…) Em tudo isto, o trio de acompanhamento esteve irrepreensível no plano harmónico, com destaque para a perfeita combinação entre o som redondo do contrabaixo de Bernardo Moreira e a mão esquerda do pianista, e no plano rítmico, com o trio a lidar com a alternância entre métricas distintas como uma verdadeira unidade. O concerto, como o disco, fechou em grande, com uma envolvente versão do belíssimo “River Man”, de Nick Drake.
Paulo Barbosa in “Jazz.pt”, sobre o concerto de apresentação de “Story Teller” na Festa do Jazz

(…) Marta Hugon, uma das vozes mais aclamadas do jazz português (…) No mais recente “Story Teller” deu-se a conhecer na plenitude das suas capacidades, apostando num repertório bastante variado, nele cabendo, entre outros, temas de Chico Buarque, Paul Simon e Dave Mathews, a par de clássicos do cancioneiro norte-americano. Apesar da sua juventude, Marta Hugon é possuidora de uma voz segura e equilibrada, dominando já com assinalável maturidade os segredos da interpretação e não se deixando viciar por tiques ou malabarismos vocais forçados. A nitidez da dicção, a perfeita articulação e a entrega às peças que criteriosamente selecciona fazem dela uma certeza no panorama luso do jazz vocal.
António Branco in “Jazz.pt”, em “preview” da participação de Marta Hugon no Braga Jazz

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